Um aviador cai no deserto do Saara e encontra um menino vindo de um asteroide distante. Dessa conversa improvável nasce uma das obras mais lidas e traduzidas de todos os tempos. O Pequeno Príncipe (em francês: Le Petit Prince), publicado pela primeira vez em 1943, é a mais famosa obra do francês, aristocrata, escritor, poeta, e pioneiro aviador Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944). O Pequeno Príncipe é um conto poético, com ilustrações feitas pelo autor, em que um piloto encalhado no deserto encontra um jovem príncipe descido à Terra a partir de um pequeno asteroide. A história é filosófica, e inclui a crítica social, comentando sobre a estranheza do mundo adulto. Ele foi escrito durante um período em que Saint-Exupéry fugiu para a América do Norte, após a queda da França durante a Segunda Guerra Mundial. Embora ostensivamente denominado como um livro infantil, “O Pequeno Príncipe” faz várias observações sobre a vida e a natureza humanas. Por exemplo, Saint-Exupéry conta a história de um encontro entre uma raposa e o jovem príncipe durante suas viagens na Terra. A essência da história está contida nas linhas pronunciadas pela raposa para o pequeno príncipe: "Vê-se claramente apenas com o coração, o essencial é invisível aos olhos". Outras mensagens temáticas são articuladas pela raposa, como: "Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”, e "É o tempo que você perdeu com a tua rosa que fez tua rosa tão importante”. As mensagens da raposa são, indiscutivelmente, as citações mais famosas do livro, porque elas lidam com os relacionamentos humanos. A obra é o quarto livro mais traduzido no mundo, e foi eleito o melhor livro do século 20 na França. Traduzido em mais de 250 línguas e dialetos (assim como em Braille). “E voltou, então, à raposa: - Adeus, disse ele... - Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. - O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. - Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. - Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. - Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa... - Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.” Esta edição traz uma tradução nova, vertida diretamente do francês a partir da edição original de 1943, e reúne as 47 aquarelas pintadas pelo próprio autor. Um livro para quem tem qualquer idade e ainda se lembra de quando foi criança.