No segundo volume de Igreja, Hans Küng aprofunda e amplia sua eclesiologia a partir dos grandes conceitos confessados no Credo unidade, catolicidade, santidade e apostolicidade, examinando-os à luz do Evangelho, da história e dos desafios ecumênicos do cristianismo contemporâneo. Com rigor crítico e fidelidade às origens, Küng investiga o significado da verdadeira unidade da Igreja na diversidade das confissões, a catolicidade como abertura universal da salvação, a santidade vivida na fragilidade humana e a apostolicidade entendida não apenas como sucessão institucional, mas como continuidade viva da missão apostólica. Nesse horizonte, o autor repensa os ministérios e os serviços eclesiais, reafirmando o sacerdócio comum de todos os fiéis e compreendendo o ofício ordenado como serviço diaconal à comunhão e à fé. O volume inclui ainda importantes textos de debate e esclarecimento teológico sobre sucessão apostólica, intercomunhão, ecumenismo, casamentos mistos e infalibilidade, bem como a significativa correspondência com Yves Congar, que revela o núcleo das divergências e convergências na eclesiologia pós-conciliar. Por fim, Küng oferece um resumo sintético da obra e uma série de cartas dirigidas aos jovens, nas quais traduz as questões eclesiológicas fundamentais para a vida concreta da fé. Este segundo volume confirma Igreja como uma das obras mais influentes e provocadoras da teologia do século XX, decisiva para pensar uma Igreja fiel.